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VALENTINA BORNACINA: A ascensão da moda agênero

Imaginem essa cena comigo: um casal animado planejando o chá de revelação para seu futuro nenê, a escolha das cores para a hora da surpresa? Azul caso seja um menino e rosa caso seja uma menina. O clássico.

Os papéis impostos pela sociedade através das roupas começam desde antes do nosso próprio nascimento e é uma das primeiras fases do nosso reconhecimento social.

O que vestimos expressa a nossa identidade, posição social e de que grupo fazemos ou queremos fazer parte, ou seja: é uma ferramenta de afirmação da nossa imagem e, consequentemente, do gênero que nos identificamos.

A moda e a sua construção simbólica na sociedade sempre pautou as coleções e propagandas em cima de uma concepção binária e heteronormativa de gênero (ou seja: homens vestem calças e mulheres saias). Por outro lado nós podemos observar movimentos que caminham em sentido oposto a esta construção.

Passamos a discutir o gênero como uma construção social, que não está necessariamente atrelada ao sexo biológico. Consequentemente, a divisão entre as peças ‘para mulheres’ e ‘para homens’ foram perdendo o sentido, pois agora

buscamos nos vestir como nos sentimos e identificamos, e não seguindo imposições sociais.

Socialmente falando, estamos vendo cada vez mais a fusão do guarda-roupa considerado ‘feminino e masculino’. Seja nos Tapetes Vermelhos ou nas ruas, está se tornando cada vez mais comum vermos personalidades brincando com o conceito de gênero nas suas vestimentas.